Amanhece no Mocambo e sua população passou a noite em claro. Contando as percas da guerra, calculando os mortos e tratando os feridos. Na verdade, Ganga Zumba não dorme a duas noites, fazendo seu melhor para lidar com o último ataque, praticamente não descansou. Após o fim da guerra, em função de alguns ferimentos e do cansaço mental, seu corpo desabou, juntamente com todos os que participaram diretamente da guerra e que receberam o sopro divino, os livrando da fadiga e da dor, bem como os provendo energia e força sem limites para lidar com seus inimigos. A maioria dos guerreiros que sobreviveram ao dia do combate morreram em função da fadiga, restando um grupo praticamente sem combatentes. Dos 2500 guerreiros que iniciaram o combate, esse número rapidamente caiu para 1500. Após o sopro divino, apenas restaram 400 combatentes respirando, e ainda não se tem certeza de quantos ficarão vivos até o próximo dia. Aparentemente o poder que tiveram acesso trás enormes danos a mente e corpo...
Numa tarde nublada, numa tenda no meio de uma aldeia erguida em madeira e bambu, 3 pessoas cercam uma mulher deitada de costas e com as pernas abertas. Ela desfere altos gemidos e segura fortemente as mãos de uma senhora negra como a noite. Em volta, dois Homens olham para a mulher com olhos tristes, enquanto grande movimentação e sons de preparo de batalha ecoam fora das muralhas de madeira. Os homens observam de forma relutante o esforço da mulher deitada. Um está vestido com um traje simples de pano cru, tem olhos pesados e passa uma impressão selvagem, o outro está vestido com peles de animais, está usando uma simples coroa dourada, na verdade, mais parece uma argola com poucos ornamentos. Seu semblante é cansado, ele baixa a cabeça e fala: - Mais uma vez temos que defender nosso povoado desses malditos e eles estão adquirindo sempre novas armas... O espiritualista da tribo já havia sinalizado que altas eram as chances da criança ser natimorta, mesmo assim você quis dar a luz S...